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O rock sempre conviveu com a ideia de excesso: som alto, multidões, vendas gigantescas e turnês monumentais. Em alguns casos, esses números deixaram de ser apenas feitos da indústria musical e passaram a integrar o Guinness World Records, o Livro dos Recordes, que ao longo das décadas registrou marcas históricas de artistas do gênero. Mais do que curiosidades, esses recordes ajudam a medir o tamanho do impacto cultural do rock no mundo.
Os The Beatles aparecem recorrentemente no Guinness, mas o principal marco é o de banda mais vendida da história. Estimativas apontam vendas que ultrapassam 600 milhões de unidades no mundo. O grupo também foi associado a recordes de domínio nas paradas: em 1964, ocuparam simultaneamente as cinco primeiras posições da Billboard Hot 100 nos Estados Unidos, algo que virou símbolo do auge da Beatlemania. Os números ajudaram a consolidar o modelo de sucesso global que a indústria pop e rock perseguiria nas décadas seguintes.
O Queen também tem seu lugar no Guinness por um feito bastante específico: o fã-clube oficial de banda de rock mais antigo ainda em atividade. O Guinness reconheceu o Queen Fan Club, criado em 1973 e ativo por décadas de forma contínua. Fundado ainda no início da carreira do grupo, o clube acompanhou toda a ascensão da banda, manteve publicações próprias, materiais exclusivos e uma base fiel de fãs ao redor do mundo. O recorde não fala de vendas ou público, mas de longevidade e devoção, mostrando como a relação entre banda e fãs pode se tornar parte da própria história do rock.
Um dos recordes mais inusitados ligados ao rock envolve Jack White. O músico entrou para o Guinness após lançar o single “Lazaretto” no formato de vinil em tempo recorde. Em 2014, White gravou a música ao vivo em seu estúdio da Third Man Records, em Nashville, e todo o processo de mixagem, prensagem e disponibilização do disco ao público aconteceu em menos de quatro horas. O feito foi reconhecido como o lançamento de disco mais rápido já realizado, transformando uma ação promocional em marco histórico. O episódio combinou o espírito DIY do rock com tecnologia de produção em tempo real, algo raro mesmo na indústria atual.
O Metallica garantiu um lugar no Guinness por um feito geográfico: tornou-se a primeira banda a se apresentar em todos os sete continentes. O marco foi concluído em 2013, com um show na Antártida para pesquisadores e convidados, realizado em um domo e com áudio transmitido por fones para evitar impacto ambiental. Mais do que um truque de marketing, o feito simbolizou o alcance global do grupo e sua capacidade de mobilizar fãs em qualquer parte do planeta.
Já Rod Stewart entrou para o livro dos recordes por causa de uma multidão histórica. Seu show gratuito na Praia de Copacabana, na virada de 1994 para 1995, é associado ao maior público já registrado em um concerto gratuito, com estimativas que passam de 3 milhões de pessoas. Mesmo com variações nos cálculos, o evento virou referência quando o assunto é megashow ao ar livre.
Esses números ajudam a contar uma parte da história do rock que vai além de discos clássicos e músicas marcantes. Eles mostram o tamanho da conexão entre artistas e público, a força comercial do gênero e sua capacidade de mobilizar massas em escala global. No fim, os recordes não explicam sozinhos a relevância dessas lendas, mas deixam claro que o rock, além de atitude e som, também é feito de feitos gigantescos que atravessam gerações.
Fonte: 89FM
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