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Polícia investiga suspeita de golpes imobiliários que causaram prejuízo de R$ 850 mil em Pouso Alegre

Publicado em 14/10/2026 por 
Redação: Jovem Pan Itajubá / Jovem FM Cambuquira

Quatro vítimas relatam pagamentos por imóveis que não foram transferidos; imobiliária afirma também ter sido prejudicada e diz que demitiu o corretor.

A Polícia Civil investiga um corretor de imóveis suspeito de aplicar golpes em negociações imobiliárias em Pouso Alegre, no Sul de Minas. Segundo as denúncias, quatro vítimas tiveram prejuízos que somam R$ 850 mil após pagar por imóveis que não foram transferidos legalmente para seus nomes.

De acordo com os relatos, as negociações envolviam imóveis com proprietários legítimos, muitos deles financiados ou alugados. As vítimas afirmam que desconheciam essas condições e que chegaram a receber valores de aluguel, o que teria contribuído para dar aparência de regularidade aos negócios.

Entre os casos relatados estão pagamentos de R$ 230 mil por um apartamento no bairro São João e de R$ 200 mil por outro imóvel no bairro Cidade Jardim. Uma das vítimas também afirma ter desembolsado dinheiro por outros imóveis e antecipado despesas cartorárias.

Segundo os advogados que acompanham o caso, os compradores não receberam as escrituras definitivas e só descobriram as irregularidades ao tentar concluir as negociações. Há ainda denúncias de possíveis falsificações de assinaturas e contratos.

As vítimas denunciaram o caso ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis e entraram com ações na Justiça para tentar recuperar os valores pagos. Entre as medidas possíveis estão pedidos de bloqueio de recursos financeiros e de bens, sujeitos à análise e à decisão judicial.

A imobiliária relacionada às negociações informou que também foi prejudicada e que demitiu o corretor após tomar conhecimento das denúncias, há cerca de três meses. Segundo o advogado da empresa, o funcionário teria adulterado contratos para aparecer como sócio do empreendimento. A imobiliária informou ainda que está operando em regime de home office.

Procurado pela reportagem, o corretor afirmou que pretende assumir suas responsabilidades, tratar cada caso individualmente e buscar uma solução para as quatro situações denunciadas. Ele também declarou que era sócio do empreendimento, versão que diverge da apresentada pela empresa.

A Polícia Civil confirmou que investiga o caso. As suspeitas ainda estão sob apuração, e a eventual responsabilidade criminal dependerá do resultado das investigações e dos procedimentos judiciais.

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