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Mais de 70% das cidades de MG têm alerta ou risco para dengue, chikungunya e zika, aponta levantamento

Publicado em 17/04/2026 por 
Redação: Jovem Pan Itajubá / Jovem FM Cambuquira

Mais de 70% dos municípios de Minas Gerais apresentam situação de alerta ou risco para dengue, chikungunya e zika, segundo o primeiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Ao todo, 606 cidades, o equivalente a 71% do estado, estão nessas condições.

O levantamento analisou 819 dos 853 municípios mineiros entre janeiro e março. Desse total, 213 apresentaram índice considerado satisfatório, com infestação predial de até 0,99%. Outras 422 cidades estão em situação de alerta, com índices entre 1% e 3,9%, enquanto 184 foram classificadas em risco, com infestação igual ou superior a 3,9%.

A metodologia do LIRAa é baseada em amostragem e envolve visitas a imóveis sorteados, onde equipes de saúde identificam focos de água parada e coletam larvas do mosquito. O índice resultante mede o nível de infestação e orienta ações de controle. Segundo a secretaria, o cenário está dentro do padrão esperado para o período sazonal, que vai de outubro a maio, quando há maior proliferação do vetor.

Os dados indicam que a maioria dos criadouros está dentro ou no entorno das residências, em locais como caixas d’água destampadas, vasos de plantas, pneus e objetos descartados que acumulam água, o que reforça o papel do ambiente doméstico na disseminação das arboviroses.

No balanço epidemiológico mais recente da SES-MG, o estado registrou 45.091 casos prováveis de dengue em 2026, dos quais 15.887 foram confirmados. Também foram confirmadas 10 mortes pela doença, enquanto outras 26 seguem em investigação.

Em relação à chikungunya, foram confirmados 3.899 casos e um óbito. Já a zika soma seis casos confirmados no estado neste ano.

Diante do avanço das arboviroses, o Ministério da Saúde recomenda medidas preventivas voltadas à eliminação de criadouros do mosquito, como vedação de reservatórios de água, limpeza de calhas, descarte adequado de resíduos e manutenção de ambientes sem acúmulo de água. A adoção dessas ações é considerada essencial para reduzir a transmissão, especialmente em períodos de maior incidência.

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