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Itajubá: Médico aponta que variantes estão relacionadas ao número de mortes e casos de Covid-19

medico-itajuba

Com número de mortes por Covid-19 triplicado este ano e ocupação máxima na UTI, Itajubá também tem registrado aumento no número de casos de contaminação pela doença. E para o infectologista Bruno Michel e Silva, que atua no enfrentamento da doença na cidade, a elevação de óbitos e infecções se deve à presença de variantes do coronavírus no município.

“Em parte, essa gravidade [aumento de mortes] advém do próprio fato de a gente ter um número de casos muito grande. A gente acredita que isso está relacionado à presença de variantes, de vírus mutantes com capacidade maior de se provocar infecção, de transmitir ou até de causar infecção mais grave”, alertou o médico.

O infectologista explicou, ainda, que parte dos novos casos que surgem na cidade vão se tornar as internações para tratamento da doença na cidade. Segundo ele, existem indícios de queda nas contaminações, mas o número segue elevado.

“De fato o número de casos novos ainda é bastante elevado. Alguns indícios de que eles vêm caindo, mas ainda bastante elevado e a gente sabe que boa parte desses casos vai se refletir no número de internações daqui a alguns dias, não é imediato. Os pacientes se agravam depois de estarem doentes por alguns dias, em geral”, disse.

Médico aponta que variantes estão relacionadas ao número mortes e casos de Covid-19 em Itajubá — Foto: Reprodução/EPTV

Médico aponta que variantes estão relacionadas ao número mortes e casos de Covid-19 em Itajubá — Foto: Reprodução/EPTV

O diretor técnico do Hospital das Clínicas, Carlos Magno, alertou para o aumento no número de internações no final de semana.

“Esse final de semana 70% dos pacientes que procuraram o pronto-socorro para atendimento respiratório foram internados. A grande maioria grave e necessitando de terapia intensiva. Temos pacientes na enfermaria necessitando de terapia intensiva em fila”, falou.

Tratamento precoce

A Prefeitura de Itajubá anunciou no dia 14 de março o uso de medicamentos sem comprovação científica para tratar a doença com antecedência. O médico falou sobre o tema e destacou que o tratamento precoce que precisa ser feito é o de monitoração do paciente.

“Existe sim uma abordagem precoce que tem a ver com monitoração, com avaliação do paciente, seguimento na fase aguda da doença, isso tudo deve ser feito precocemente. Mas as medicações na fase precoce tem três possibilidade de eventos. Algumas claramente pioram a doença, me refiro aos corticoides. Outras vão ser neutras ou vão provocar eventos mais graves raramente. E existe um efeito difícil de medir que é o da mudança do comportamento pela confiança que a pessoa tem no medicamento. Alguns medicamentos a gente sabe que eles não funcionam, mas as pessoas acreditam que eles funcionam e deixam de fazer aquilo que funciona, que é distanciamento social, uso de máscara. Esse tipo de dano é difícil de avaliar”, falou.

Covid-19 em Itajubá

De acordo com boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura na noite de domingo (28), Itajubá contabiliza 6.046 contaminações pela Covid-19, sendo 250 mortes em decorrência da doença. Os leitos de enfermaria e de UTI para tratamento da doença, conforme a administração municipal, possuem 100% de ocupação.

Fonte: G1 Sul de Minas

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