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Publicado em 29/09/2026 por Redação: Jovem Pan Itajubá / Jovem FM Cambuquira
Uma estudante de odontologia, de 28 anos, teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia realizada no domingo (27). Ela está detida no presídio de Santa Rita do Sapucaí (MG) e é investigada por supostas fraudes que teriam causado prejuízos superiores a R$ 1 milhão.
Segundo a Polícia Civil, pelo menos cinco vítimas foram identificadas em Itanhandu. As investigações apuram possíveis fraudes em financiamentos de veículos realizados com dados de terceiros sem autorização, além de empréstimos obtidos sob a promessa de devolução dos valores.
De acordo com os relatos reunidos pela polícia, a suspeita teria utilizado relações de confiança com amigos, familiares e pessoas próximas para obter documentos e informações pessoais. Em algumas situações, alegaria dificuldades financeiras ou problemas com o próprio PIX antes de solicitar os dados.
A prisão preventiva havia sido decretada pela Justiça em 16 de setembro. Considerada foragida desde então, a estudante se apresentou à Polícia Civil na sexta-feira (25) e permaneceu em silêncio durante o procedimento.
Em declaração enviada à EPTV, a estudante reconheceu ter participado de financiamentos de veículos e afirmou que recebia entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por veículo.
Segundo a versão apresentada por ela, os procedimentos eram conduzidos por um homem ligado a uma concessionária de Passa Quatro. A estudante afirmou que fornecia dados e reconhecimento facial das pessoas, mas atribuiu a elaboração dos documentos e a condução das operações ao comerciante.
O proprietário da concessionária foi ouvido pela polícia e apresentou documentos relacionados aos veículos financiados. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Márcio Borba, até o momento não foram encontrados indícios contra o comerciante. Ele é tratado no inquérito como testemunha, e não como investigado.
A Polícia Civil também apura denúncias envolvendo empréstimos que teriam sido obtidos com a promessa de posterior ressarcimento. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão das operações.
A defesa afirma que a prisão preventiva é ilegal e sustenta que a estudante vinha colaborando com as investigações. Os advogados informaram que pretendem recorrer da decisão judicial.
A defesa também destacou que a investigada é mãe de três crianças menores de 12 anos e que elas dependem de seus cuidados.
A estudante permanece presa preventivamente em Santa Rita do Sapucaí enquanto o caso continua sob investigação. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais confirmou a permanência dela na unidade prisional.
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