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Publicado em 08/06/2026 por Redação: Jovem Pan Itajubá / Jovem FM Cambuquira
As tentativas de fraude envolvendo futebol e a Copa do Mundo cresceram de forma significativa no período que antecede o Mundial de 2026. Um levantamento da empresa de segurança digital NordVPN aponta que 34% dos brasileiros que utilizam internet tiveram contato com golpes relacionados ao tema nos últimos dois anos. O percentual é quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa do Mundo de 2022.
O avanço das fraudes está diretamente ligado à popularização de ferramentas de inteligência artificial, que permitem aos criminosos criar páginas falsas, mensagens enganosas e campanhas de phishing em poucas horas. Como reflexo desse cenário, as reclamações relacionadas à Copa do Mundo registradas pelo Procon de São Paulo aumentaram oito vezes nos últimos três meses.
Entre março e maio deste ano, o órgão recebeu 238 reclamações envolvendo produtos, ingressos e promoções ligadas ao evento esportivo. Apenas em maio foram registrados 156 atendimentos, contra 19 ocorrências em março.
Segundo especialistas em segurança digital, os golpes ficaram mais sofisticados e personalizados. Criminosos utilizam informações vazadas, como CPF, e-mail e histórico de compras, para direcionar abordagens específicas às vítimas.
Outro fator que ampliou os riscos foi a popularização do Pix. De acordo com especialistas, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos valores após a confirmação da fraude.
As redes sociais continuam sendo os principais canais utilizados pelos golpistas. O Instagram aparece na liderança, citado em 51% dos casos, seguido pelo WhatsApp, com 48%, Facebook, com 35%, e TikTok, com 26%.
Entre os golpes mais comuns estão a venda de ingressos falsos, apostas ilegais, promoções inexistentes e a comercialização de produtos falsificados relacionados à Copa do Mundo.
O mercado de figurinhas e álbuns colecionáveis também entrou na mira dos criminosos. O Procon registrou crescimento expressivo nas reclamações relacionadas à venda de itens falsificados e produtos que não foram entregues aos consumidores.
Especialistas recomendam que os consumidores pesquisem a reputação dos vendedores, desconfiem de preços muito abaixo do mercado, verifiquem dados como CNPJ e canais oficiais de atendimento, além de evitar compras em sites recém-criados ou que ofereçam exclusivamente pagamento via Pix.
A orientação é guardar comprovantes, anúncios e conversas realizadas durante a negociação para facilitar eventuais reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor.
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